quarta-feira, 27 de agosto de 2014

mendocino farms, los angeles

Descobrimos o Mendocino Farms, em Los Angeles, totalmente por acaso. Tinha um bem perto de onde estávamos hospedados e resolvemos experimentar. Foi uma ótima surpresa! Eu acabei só indo lá uma vez, mas meu irmão foi umas 4 ou 5, de tão viciado que ficou. 
Confesso que foi o farms que me conquistou. Pensei logo em comida fresca e da fazenda. Eu sei, eu sei, é tudo uma questão de marketing, mas assumo que eu caí direitinho. Só que, na verdade, eles realmente utilizam ingredientes de fazendas locais e a produção é bem caseira, incluindo os pães. É tudo delicioso, sem brincadeira. A especialidade da casa são os sanduíches, mas há também saladas e sopas. Eles servem pão sem glúten e muitas opções vegans. Enfim, tenho que certeza que todo mundo consegue encontrar algo que lhe agrade por lá. 
Os preços são bem decentes, variando entre $8 e $11 por sanduíche. Eles oferecem também um especial chamado The Baby Blue Plate, por $9.25, que dá direito a meio sanduíche (cerca de 6 opções possíveis) e uma salada, um acompanhamento ou uma sopa. 


Spicy Lemongrass Steak Bahn Mi: carne marinada no capim-limão, com molho apimentado caseiro, picles cenoura e daikon, pepino e pimenta jalapeño num pão ciabatta. 
Smoked Tempeh Bacon Club: bacon de tempeh defumado, maionese vegan, picles de cebola roxa, tomate e alface no pão rústico tostado. 
Salada de quinoa com beterraba, rúcula, amêndoas e outras coisas que não me lembro agora. 
limonada de morango



refrigerantes  

água geladíssima pra ajudar a enfrentar o calor

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ah, o verão

A parte boa de morar num lugar onde as quatro estações são bem definidas é que acabamos aproveitando muito mais o que cada uma delas tem a oferecer. Em Recife, por exemplo, é tão quente o tempo todo que é fácil detestar o sol. Para mim, pelo menos, era. Aqui, ao contrário, é tanto frio durante tanto tempo que o sol é querido e amado, muito esperado e muito bem recebido. Claro que, às vezes, o calor também fica insuportável. Aí eu gosto de pensar que já já ele vai embora, então é melhor aproveitar enquanto dá. 

No verão, tem coisa pra fazer praticamente todo dia. Tem uma rua aqui perto de casa, a Saint Laurent, que tem vários restaurantes, bares e lojas. Pelo menos duas vezes durante o verão, ela fica fechada para a circulação de carros durante 3-4 dias e os comércios ocupam uma parte da rua. Tem de tudo: loja de roupas, de quadros, banco, além de claro, comida, muita comida. Nesse último fim de semana, fomos lá dar uma volta, comer algo diferente e aproveitar esse restinho de calor antes que o outono apareça. 




meu almoço

almoço do marido: sanduíche de linguiça com chucrute e mostarda
propaganda do show de arcade fire





sexta-feira, 22 de agosto de 2014

salada quente de kale com pimentões coloridos

Por mais clichê que possa parecer (e eu sei que vai), eu acredito que uma alimentação variada é a chave para comermos de forma saudável sem repetir as mesma preparações e, consequentemente, enjoar de determinado prato. Ao mesmo tempo, e por mais contraditório que seja, não acho que devemos nos preocupar ao extremo com a variedade. Às vezes, o simples é mais fácil de ser feito e mais realista. 

Explico: se deixar, eu compro 15 diferentes legumes numa só feira (pra um casal). Eu me empolgo, penso nas receitas que quero fazer, aproveito as promoções, etc. Aí eu chego em casa e tenho uma pilha de comida que mal cabe na minha geladeira e passo 2 semanas desesperada planejando meticulosamente o cardápio para ter certeza de que nada vai estragar. Para evitar esse tipo de incidente, eu utilizo agora uma outra estratégia: continuo aproveitando as promoções, mas diminuí na quantidade e variedade de legumes. Uma semana, por exemplo, vai ser mais cenoura, brócolis, berinjela e abobrinha. Na outra, teremos vagem, couve, espinafre e abóbora. Assim, garanto a variedade "global" da alimentação sem enlouquecer. 

Outro ponto importante sobre a variedade é a dificuldade que muitos tem em preparar diferentes verduras e legumes. Os problemas são diversos: ou o gosto não agrada, ou a pessoa não sabe como cozinhar determinada verdura, a inspiração não vem, etc. Nesses casos, minha dica é: vá com calma. Comece experimentando uma determinada verdura. Gostou? Ótimo. Faça novas receitas com ela, teste outras preparações. Depois, experimente uma outra nova verdura. Não gostou? Tudo bem. Mas não esqueça completamente dela. Teste uma outra receita num futuro próximo. Às vezes, precisamos comer um determinado alimento mais de uma vez para nos adequarmos ao seu sabor. Igual criança, sabe? 

Pensando nisso tudo, hoje começo uma série de receitas com ingredientes menos conhecidos e/ou pouco utilizados. O primeiro da lista é o kale, que ficou famoso há uns anos e faz parte de muito suco verde pelo mundo afora. O kale é uma folha verde escura, do gênero Brassica, o mesmo da couve, do repolho e do brócolis. Ele é rico em vitaminas A, C e K, além de ter uma quantidade interessante de cálcio. O sabor dele é ligeiramente amargo e pode não agradar a todos os paladares. Para iniciantes, assar as folhas no forno (kale chips) é uma forma fácil e saborosa de consumi-las. 
É importante lavar bem o kale, para ter certeza que não ficou nenhuma sujeira nas dobrinhas. Muita gente gosta de massagear as folhas durante uns minutos, sob o pretexto que elas ficarão mais macias. Eu, particularmente, não o faço. O talo deve ser descartado, assim como fazemos com a couve-manteiga. 
Então, finalmente, vamos à receita. 
Ingredientes:
- 1 maço de kale
- 6 pimentões pequenos, coloridos (ou 2 a 3 pimentões médios)

Lave o kale e rasgue as folhas com a mão. Descarte o talo. Corte o pimentão em tiras. Depois, coloque todos os ingredientes numa frigideira grande (usei uma wok) e ligue em fogo médio. Tampe-a e mexa, de vez em quando, durante 25 minutos. As folhas vão soltar água. No entanto, se estiver muito seco, acrescente um pouco de água aos poucos, para evitar que os ingredientes grudem no fundo. (Se você tiver lavado as folhas exatamente antes do preparo, não se preocupe em secá-las completamente antes de começar a receita).
Depois dos 25 minutos, as folhas estarão bem murchas e mais escuras. Os pimentões estarão moles e docinhos. Combinação perfeita. 
Para servir, fiz um vinagrete no olho, com azeite de oliva, vinagre de maçã, cebola desidratada, sal e pimenta. Misturei tudo num bowl e depois transferi para a salada, servida ainda quente. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

regulamentação canadense: seasoned meats

Quem aqui já foi no supermercado e viu uma carne (boi, frango ou porco) com o título seasoned/assaisonné e ficou se perguntando se aquela carne já seria temperada? 
A resposta é: nem sempre. 

O termo seasoned ou assaisonné é obrigatório em cortes tradicionais de carne que foram adicionados de sal, fosfato de sódio e água e não necessariamente de temperos específicos. Esse processo é normalmente usado na produção de presuntos, mas também pode ser feitos em cortes tradicionais de carne. Segundo a indústria, o tratamento é "interessante" em carnes com um baixo teor de gordura, como o porco e o peito de frango, por exemplo. Dessa forma, o sal ajuda a conservar a humidade e a carne não fica seca/esturricada após o cozimento. Eu, particularmente, acho que a carne fica com uma textura de esponja. 

Em muitos casos, o preço do quilo desse tipo de carne é mais barato. Isso porque a água "pesa" e, apesar de pagarmos menos na conta do supermercado, levamos para casa mais água e menos carne. O teor de sódio, claro, aumenta também. Abaixo, segue um exemplo da tabela de valor nutritivo de um peito de frango assaisonné:
Essa marca foi escolhida ao azar. Na verdade, foi a mais fácil de encontrar a etiqueta na internet. Existem várias outras no supermercado. 
Segundo o Canadian Nutrient Filea base de dados canadense sobre o valor nutritivo dos alimentos, um peito de frango é composto por 22% de proteínas (quando cru). No entanto, o peito de frango acima contém 18% de proteínas. Esse valor pode chegar até a 10%. Quanto mais baixo o valor, menos carne e, consequentemente, mais água. 

Apresentar a lista dos ingredientes, além de adicionar o termo seasoned/assaisonné e a porcentagem de proteínas  na embalagem dos cortes tradicionais de carne que foram adicionados de água, sal e/ou fosfato de sódio  é obrigatório, conforme indica o Food and Drugs RegulationsNo Canadá, o Food and Drugs Act estabelece as normas relativas à salubridade e ao valor nutricional dos alimentos vendidos no país. Já o Food and Drugs Regulations trata da aplicação da lei e determina os princípios de etiquetagem dos alimentos. 

Conhecer a lei e os regulamentos nos ajuda a entender como funciona a indústria alimentícia e, consequentemente, nos torna mais preparados para fazer nossas escolhas na hora de ir às compras. Porque, sim, é preciso pensar e refletir antes de encher o carrinho. 

P.S.: Postarei com mais frequência informações sobre a regulamentação canadense para a indústria alimentícia. No próximo, falarei um pouco sobre como funcionam as etiquetas  de embalagem de alimentos aqui no Canadá. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

você já ouviu falar em omusubi?

clique na foto para ampliá-la - pier de santa mônica

omu ã?
Até alguns dias atrás, eu também não fazia a menor ideia do que era omusubi. Mas aí eu fui pra Los Angeles com o meu irmão e comecei a pesquisar lugares interessantes para comer. No meio das buscas, encontrei o sunny blue, um "restaurante" em Santa Mônica, cuja especialidade é o tal do omusubi. Como eu sei que comida japonesa é sucesso certo na família, tinha certeza que iríamos gostar do lugar. 
Omusubi é um bolinho de arroz recheado, que pode vir com alga ou não. A alga, na minha opinião, faz praticamente o papel de um guardanapo comestível. O site do sunny blue compara o omusubi a um sanduíche. Eu concordo. É prático, dá pra comer andando (mas idealmente coma devagar, saboreando lentamente, porque vale a pena). E é delicioso. A variedade é enorme e são aproximadamente 15 recheios diferentes possíveis, com direito a opções vegans. Eles também oferecem pequenos acompanhamentos, como sopa, kimchi, edamame e saladas. Os preços são decentes, começando em $3.15 por omusubi. Se você quiser trocar o arroz branco por arroz integral (meu caso), paga um suplemento de $0.25.
Eu sou tradicional e pedi as especialidades da casa, o miso beef e o spicy salmon
a foto é de celular, tirada no meio da rua.
O miso beef é bem salgado e a carne desfiada lembra charque. O de salmão é espetacular (sou suspeita porque adoro salmão), temperado na medida certa, sendo picante sem tirar o sabor do peixe. 
Na minha opinião, o único problema é que o espaço é bem pequeno e quase não tem lugar pra sentar (talvez umas 3 cadeiras no balcão e só). É preciso então pedir pra viagem e ir comer em outro lugar. No nosso caso, já estávamos morrendo de fome e acabamos comendo num banco qualquer na calçada.
Para quem gosta de experimentar novos pratos e vai passar em Santa Mônica, recomendo muitíssimo uma paradinha no sunny blue. Eu tirei poucas fotos, mas tem mais no site deles, nesse slideshow ou ainda no yelp

Sunny Blue
2728 Main St
Santa Monica, CA 90405

Horário (segundo o yelp):
Segunda a quinta: 11h às 20h
Sexta e sábado: 11h às 21h
Domingo: 11h às 19h 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

salada simples de tomate

Mais uma receita pro time das ridículamente fáceis. Pros dias em que a geladeira tá cheia e a gente olha e pensa "não tem nada pra comer" e a inspiração passa longe. Tenho certeza que a maioria das pessoas tem todos os ingredientes em casa (menos o alecrim, mas aí dá pra substituir por outra erva, seca ou fresca). 

Ingredientes:
- 1 xícara de tomate picado (usei tomate cereja cortado ao meio)
- 1/2 colher de sopa de vinagre (usei vinagre de maçã)
- 1/2 colher de sopa de azeite
- sal, pimenta e alecrim a gosto

Preciso nem falar do preparo, né? Corta o tomate, tempera e pronto. Serve assim mesmo ou coloca no forno préaquecido (180°C) por 25 minutos.

Aqui, eu usei o tomate pra "temperar"
- um arroz de couve flor  (receita de ontem):
- umas ervilhas congeladas cozidas rapidamente no vapor:

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

arroz de couve-flor

Já começo dizendo que não gosto muito do nome arroz de couve-flor. Porque não é arroz. Nem parecido. Quer dizer, talvez parecido sim. Enfim. Deixei esse nome mesmo porque não levo jeito pra inventar nome de receita e porque essa forma de preparar a couve-flor já tá conhecida assim, né? 
Quem não gosta de couve-flor pode comer sem medo, porque o gosto dela fica bem  bem leve (pra não dizer imperceptível). 

Ingredientes:
- 1/2 couve-flor (equivalente a 2 xícaras depois de triturada)
- suco de 1/2 limão 
- 1/2 colher de sopa de gengibre ralado
- 1 e 1/2 colher de sopa de cebola em flocos
- cominho (pitadinha)
- pimenta caiena em pó (pitadinha)
- Mrs Dash (pitadinha)
- sal
- cebolinha
- azeite para untar a assadeira

Claro que os ingredientes do tempero podem variar, de acordo com o que tiver disponível em casa. O único que eu acho realmente fundamental é o gengibre, porque adoro o frescor que ele confere à couve-flor. Ah, e não dá pra exagerar nos ingredientes líquidos (pois vai mudar a textura). 

Agora, falando do preparo...
preaqueça o forno a 200°C. Triture a couve-flor num processador até formar pequenos grãos, como os da foto (talvez fique mais fácil visualizar os grãos na foto lá de cima, a primeira). 
Acrescente todos os ingredientes e misture bem. 

Unte levemente uma assadeira com azeite (ou unte o papel alumínio, se for utilizá-lo). Disponha a couve-flor de maneira uniforme, para que ela toste de forma homogênea. Leve ao forno por 5 minutos. 
Tire a assadeira do forno e mexa a couve-flor com o auxílio de uma colher (de pau, de silicone, etc.). Espalhe tudo novamente (de maneira uniforme) e leve a assadeira ao forno por mais 5 minutos. Passado o tempo, em teoria, a receita já tá pronta. Se preferir mais tostada, deixe mais uns 2-3 minutos no forno (só cuidado para não queimá-la! Aqui, foram exatos 10 minutos no total, mas às vezes varia de um forno pro outro). Para finalizar, corte um pouco de cebolinha e decore o prato.
a foto é de quando tirei a assadeira do forno pela primeira vez, ou seja, depois de 5 minutos. note que as bordas já estavam ficando ligeiramente marrom/tostadas. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

omelete metido à pizza para um jantar rápido

A cara tá boa, né?
O gosto também. 

O post hoje é rapidinho, então vou logo pro que interessa. 
Ingredientes:
- 1 ovo e 2 claras (ou 2 ovos)
- 8 tomates cerejas, cortados ao meio
- 2 colheres de sopa de queijo ralado (não é sal com corante amarelo não, é queijo queijo ralado em casa. pode ser qualquer queijo, até um ricota ou outro branco. o gosto fica bem suave. quem quiser um sabor mais acentuado, é só aumentar a quantidade)
- sal/pimenta
- orégano (usei fresco)

Bata ligeiramente o ovo num pote e acrescente todos os ingredientes, menos o orégano. Despeje na frigideira e acenda o fogo médio. Eu não uso óleo nem manteiga porque a frigideira é excelente e não cola nadinha nadinha.
Tampe a frigideira para o omelete cozinhar mais rápido.
Depois de uns 5-10 minutos, quando a mistura já estiver firme, vire o omelete. 
a foto é de antes de virar o omelete (!!) esse 'óleo' aí do lado esquerdo é do queijo. 
Cozinhe por mais 5 minutos, sem a tampa. 
Aí é só fazer o mais díficil: virar num prato e coroar com as folhinhas de orégano. 
E voilà. 

P.S.1: O queijo é desse assim, ó:
P.S.2: só pra mostrar que a frigideira realmente não cola, você termina de cozinhar e ela já tá "quase" limpa.

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